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sábado, 4 de julho de 2026

Pesquisadora do RN transforma rejeitos salinos em hidrogênio verde

Projeto da UFRN utiliza processos eletroquímicos para transformar rejeitos salinos em hidrogênio verde e hipoclorito - Foto: Reprodução

O Programa Vértice é uma iniciativa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Semiárido (CTERSA), em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Governo Federal. O programa seleciona projetos com potencial de mercado e apoia seu desenvolvimento científico e tecnológico por meio da concessão de bolsas e do acesso à infraestrutura laboratorial.

Segundo Ana Eduarda Cavalcanti Bertoldo, a aprovação representa um marco em sua trajetória acadêmica e profissional e demonstra o potencial das pesquisas desenvolvidas na universidade para gerar soluções voltadas à engenharia, à transição energética e à sustentabilidade, com benefícios para a sociedade e para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

“Como engenheira química, sempre sonhei em desenvolver soluções que pudessem gerar impacto real na sociedade, e ver esse projeto sendo reconhecido é a confirmação de que estamos no caminho certo. Essa conquista também reflete todo o suporte que recebi no LEAA, especialmente dos professores Elisama Vieira e Carlos Martinez-Huitle, além da orientação e do incentivo constantes da minha coorientadora, Jussara Câmara”, completa a pesquisadora.

Transição energética

Para a professora da UFRN Elisama Vieira dos Santos, uma das coordenadoras do LEAA, a seleção do projeto reforça a capacidade da universidade de desenvolver tecnologias relacionadas à transição energética, ao uso sustentável dos recursos hídricos e à economia circular.

“O resultado também reflete a estratégia do nosso laboratório de integrar pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos em temas considerados estratégicos para o país”, declara.

A docente também destacou outro reconhecimento recente recebido pelo laboratório.

“Esse compromisso com a formação de novos pesquisadores também foi recentemente evidenciado, em âmbito nacional, durante a 49ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), na qual o estudante de graduação em Engenharia Química Gustavo Adriano Barbosa Santana recebeu premiação pelo trabalho sobre o uso de radiação solar para degradação de contaminantes e produção de hidrogênio, também elaborado no LEAA”, declara a docente.

Laboratório

Coordenado pelos professores Carlos Alberto Martínez-Huitle e Elisama Vieira dos Santos, o Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada (LEAA) desenvolve pesquisas nas áreas de eletroquímica ambiental, produção de hidrogênio verde, eletrocatálise, tratamento de águas e efluentes, valorização de resíduos, desenvolvimento de sensores eletroquímicos e novos materiais para aplicações ambientais e energéticas.

O laboratório também integra o Sistema Nacional de Laboratórios em Hidrogênio (SisH2 Brasil), estrutura que reúne pesquisadores e instituições de diferentes regiões do país para impulsionar o desenvolvimento de tecnologias relacionadas ao hidrogênio de baixo carbono. A rede atua na inovação tecnológica e na formação de recursos humanos voltados à transição energética.

Agora RN

 

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