“Ao longo da competição, parece ter havido uma clara ênfase em respeitar a interpretação do árbitro em campo e limitar a intervenção às situações que envolvam erros claros e evidentes. Acreditamos que essa filosofia beneficia o futebol, preserva a autoridade do árbitro e contribui positivamente para a fluidez do jogo. O gol anulado do Brasil contra a Escócia, aos 21 minutos, não parece estar alinhado com a filosofia adotada ao longo da competição”, afirma a entidade.
Segundo a CBF, a anulação do lance destoou do entendimento adotado em outras partidas da Copa do Mundo.
Entidade cita reação dos jogadores
Outro ponto levantado pela confederação diz respeito à reação dos atletas em campo. Para a entidade, tanto brasileiros quanto escoceses demonstraram surpresa com a revisão da jogada.
No documento, a CBF afirma que “a decisão pareceu inesperada não apenas para a equipe brasileira, mas também para os jogadores escoceses, cujas reações imediatas sugeriram que não esperavam uma revisão nem a posterior anulação do gol”.
A carta também menciona a escalação do árbitro mexicano César Ramos para a partida, lembrando que o juiz já esteve envolvido em uma arbitragem considerada polêmica em jogo da Seleção Brasileira em outra edição da Copa do Mundo.
Pedido é por uniformidade
Apesar das críticas à decisão, a CBF afirma que o objetivo do documento não é reverter o resultado da partida nem questionar um lance específico, mas defender a aplicação uniforme dos critérios do VAR durante toda a competição.
“Nosso principal interesse não é revisitar decisões individuais, mas assegurar que os critérios que regem a intervenção do VAR sejam aplicados de forma consistente, transparente e igualitária a todas as equipes ao longo do torneio”, conclui a entidade.
Mesmo com o gol anulado, o Brasil venceu a Escócia por 3 a 0, garantiu a classificação antecipada para as oitavas de final e encerrou a fase de grupos na liderança da chave.
Agora RN



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